Papás, cada um de vocês têm um papel muito importante no crescimento dos vossos filhos.
Crescer juntos implica acima de tudo uma relação. Da relação harmoniosa e privilegiada que se estabelece entre os pais e o bebé nasce a confiança, os afectos e a forma especial e única como cada criança vê o mundo que a rodeia.
No desenvolvimento desta relação cabe aos pais um grande desafio: estar atento aos sinais da criança, decifrá-los correctamente e responder a esses sinais da forma mais adequada.
Quando tal acontece, temos uma criança que desde cedo aprendeu as bases de uma relação positiva e segura. Nos primeiros meses de vida, aprendeu que:
- “Se eu choro, tu vens”
- “Se partilho o que sinto contigo, tu percebes-me e fico melhor”
A partir do primeiro ano de vida, as aquisições de diversas competências levam as crianças a reorganizar as suas estratégias e surgem novos comportamentos.
Nesta nova fase temos:
Por um lado, as crianças a testarem as suas novas ideias e preferências, estando indiscutivelmente a lutar pela sua autonomia.
Entramos então num longo caminho que por vezes se torna muito difícil - “os temíveis anos das birras”.
Por outro lado, temos os pais preocupados com as consequências destes novos comportamentos, tentando colocar limites para proteger os filhos.
Estamos perante um conflito de interesses entre pais e filhos!
Cabe aos pais negociar com os filhos o que podem ou não fazer, o que é correcto ou errado. E há formas de o fazer desde muito cedo...
Como fazê-lo de forma a promover a aceitação da criança?
A existência de poucas regras, mas claras, permite que a criança compreenda melhor a sua função, e mais facilmente as cumpra.
A atenção e a recompensa pelas atitudes adequadas ajuda a criança a sentir-se bem com ela própria e a gostar de se “portar bem”.
Quando pais e filhos conseguem comunicar desta forma, as crianças sentem que estão numa “posição confortável” para partilhar as situações do dia-a-dia e os seus sentimentos.